sábado, 9 de maio de 2015

A ESTRATÉGIA DAS TESOURAS DO GOLPE COMUNISTA NO BRASIL (1960-2015)

O  CONTRA GOLPE DE 1964

Por que os cidadãos  brasileiros, vítimas das guerrilhas comunistas das décadas de 1960 e 1970,   também não são lembradas pela “grande” mídia como heróis ? Afinal não eram brasileiros que verdadeiramente lutavam contra o terrorismo ?

Por que será, também, que a grande mídia mente, ao apresentar essas mesmas guerrilhas terroristas,  como movimentos legítimos de resistências democráticas, quando na verdade trabalhavam para a implantação do comunismo  no Brasil ?

Por que será que alguns guerrilheiros  comunistas, treinados inclusive em Cuba e na China  tinham a pretensão de derrubar o grande  “Exército de Caxias”, muito mais numeroso,  e ainda tomar o poder de um país continental como o Brasil ? Numa época em que a própria população estava mobilizada contra o comunismo ?

Por que será que essas mesmas guerrilhas terroristas,  deram uma boa desculpa para o Regime  Militar permanecer mais tempo no poder, nos afastando ainda mais da democracia  ?

Por que será que a grande mídia e o ensino só falam de Golpe Militar de 1964, quando na verdade houve um contra golpe ? O golpe, na verdade,  partiu de João Goulart, pois  queria implantar  o comunismo no Brasil.

O contra golpe de 64  foi justo, ao tirar o presidente João Goulart do poder, pois era comunista. Já a Revolução, o controle da sociedade com uma nova ordem Marxista foi um crime. O Brasil paga esse erro até hoje. Estamos num transe coletivo, fora da realidade, pensando em viver numa democracia.


RESULTADO

Através do contra golpe de 1964 o Regime Militar, através de sua “Revolução Cultural”, imposta por sinal, passaram a controlar no cabresto as instituições de ensino e a grande mídia no país, manipulando os agentes e as informações, articulando  a implantação do Plano de Dominação Mental das Massas, também conhecido como “Marxismo Cultural”. Numa primeira fase,  o povo foi controlado pelo medo,  pelas forças dos tanques, para depois ser controlado pela mentira e a contra-informação das instituições.

No entanto, o contra-golpe de 1964, a retirada do comunista João Goulart do poder, foi uma atitude correta, mas a imposição de uma ditadura e “Revolução Cultural” foi um erro gravíssimo que pagamos até os dias de hoje. Essa mesma Revolução Cultural e regime autoritário está vigente até os dias de hoje, disfarçados numa falsa “democracia”.

Também não podemos generalizar ao afirmar que todos os militares da época eram a favor do comunismo através do Marxismo Cultural, pelo contrário, muitos militares até perderam suas vidas lutando contra as guerrilhas comunistas. Um plano tão ardiloso de controle mental das populações, não poderia partir do nosso exército, mas sim de agentes da Elite Global infiltrados no país e no alto comando das  Forças Armadas. Quais seriam as forças ocultas que derrubaram Jânio Quadros ?

Existem muitas questões nebulosas a serem desvendadas nesse período turbulento e “misterioso” , que começa com Jânio Quadros em 1960 e segue até os dias . É isso que pretendo, humildemente elucidar nesse breve estudo. Indo contra a corrente da desinformação que impera no país.

A RESPOSTA

A resposta quanto aos questionamentos iniciais, é simples: houve a aplicação da “Estratégia das Tesouras”, por parte da Elite Global,  na crise do contra golpe militar de 1964. 

A Elite Global, baseada nos sistemas financeiros dos Estados Unidos e Europa, controlava tanto os Estados Unidos, a Comunidade Européia,  quanto o regime comunista russo. A própria Elite Global financiou a implantação do regime comunista Russo, assim como o Nazismo na Europa.

Criaram o conflito “ocidente  versus comunismo”, “direita versus esquerda”, para aterrorizar a população, justificando assim a adoção de medidas nem sempre populares, como o investimento em armamentos, exércitos, golpes, contra golpes, e invasões. Criam um problema para eles mesmos ajam com suas próprias soluções. Tudo é manipulado para que os verdadeiros agentes das ações fiquem escondidos.

A Elite Global, trabalha, paulatinamente, sem pressa, e sem que a população perceba,  na implantação de um governo totalitário único na terra, baseado no regime comunista. Cuba, uma ilha,  foi apenas a primeira célula desse plano no nosso continente, seguido pela Venezuela.

A aplicação desse plano de construção do Governo Único  já pode ser, visivelmente,  percebido nesse conturbado ano de 2015 na América Latina.  Através do enfraquecimento das democracias e o “surgimento” de novas frentes de “esquerda” em países como o Brasil,  Venezuela, Argentina, Chile, Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Bolívia, Uruguay, entre outros, todos reunidos no famigerado “Foro de São Paulo”, fundado oficialmente por Fidel e Lula em 1990. 

Também não podemos dizer que os Estados Unidos, hoje,  seja um país democrático, e que também não corra o risco de se tornar comunista. A população mundial é vítima de um grande golpe, vive num grande transe coletivo, e nem sabe.

INÍCIO DA BAGUNÇA NO BRASIL 

No início de 1960 Fidel Castro, então primeiro ministro de Cuba, convida os dois principais  candidatos à presidência do Brasil, Jânio Quadros e o Marechal Lott,   para uma visita à Cuba, para conhecer os “progressos” da Revolução Cubana. O Marechal Lott, recusa o convite, enquanto Jânio Quadros, pelo contrário, reúne uma grande comitiva, convidando inclusive o deputado estadual pernambucano Francisco Julião, o então líder das Ligas Camponesas. As mesmas Ligas criadas pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) já na década de 1940. Depois de 4 dias de visita à Cuba, e de uma breve estada na Venezuela, Jânio retorna ao Brasil, com o seguinte discurso: 

“Aceitando o convite das nações latino-americanas , Cuba e Venezuela, cujos problemas e sonhos nacionais tanto se assemelham aos nossos, acredito ter cumprido o meu dever. Dever para com a minha consciência; para com a minha pátria, para o continente. Aquele que aspira, pelo voto livre, dirigir a República, precisa informar-se, não apenas dos problemas de sua terra, mas também dos fenômenos políticos e econômicos do mundo contemporâneo. É o que faço. Animado, e só pelo propósito de servir.

Regresso de Cuba e da Venezuela, convencido, mais e mais, da necessidade imperiosa da solidariedade americana, e particularmente da indispensável fraternidade latino-americana. Desunidos seremos fracos. Juntos seremos os Estados Livres da América, poderosa voz a serviço da causa do desenvolvimento nos planos econômico, cultural e social, a bem da democracia e da herança cristã de que nos envaidecemos.”

Mais tarde, no dia 5 de outubro de 1960, Jânio Quadros, ex-governador do Estado de São Paulo,  vence as eleições, assumindo o cargo de  Presidente da República no dia primeiro de fevereiro de 1961,  após 5 anos do Governo JK. 

Na esfera administrativa, já com poucos meses de mandato, Jânio Quadros tentou uma maior centralização de poderes na presidência, diminuindo o peso do Congresso Nacional. No seu governo, crescem os conflitos sociais provocados pelas demandas dos movimentos sindicais e das “ligas camponesas” comunistas, que exigiam reformas de base e uma nova organização institucional, ou seja, uma “revolução”. Tudo planejado e promovido por agentes “marxistas” infiltrados nestas instituições e no próprio governo. 

Notória era a afinidade de Jânio Quadros  com os regimes socialistas, tanto que em maio, recebeu no Palácio do Planalto a primeira missão comercial da República Popular da China enviada ao Brasil. Fato similar ocorreu em  julho quando recebe  a missão soviética de Boa Vontade, que pretendia incrementar o intercâmbio comercial e cultural entre o Brasil e a União Soviética. No dia 19 de agosto de 1961, Jânio Quadros, a poucos dias de sua renúncia, condecora o guerrilheiro comunista cubano Che Guevara, agora como Ministro da Economia de Cuba,  com a Ordem do Cruzeiro do Sul, provocando indignação dos setores civis e militares. 

     Jânio Quadros condecora  Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul

Mais tarde, no dia 25 do mês do “desgosto” de 1961, alegando misteriosas “forças ocultas”, Jânio renuncia a presidência, iniciando um profundo período conturbado da história do Brasil que vivemos até hoje.  

O SUCESSOR 

No dia 7 de setembro de 1961 o vice-presidente João Goulart, também simpático aos regimes socialistas,  assume a Presidência da República, gerando uma série de protestos dos ministros militares e também de parte da sociedade civil. Alegavam que João Goulart era uma ameaça à ordem e às instituições democráticas. Já havia, ainda em 1961, até um prenúncio de intervenção militar. 

Enquanto isso,  colocando mais “lenha na fogueira”, veio do Rio Grande do Sul, da parte do então Governador Leonel Brizola, também de ideal comunista, e cunhado de João Goulart, o principal foco de resistência ao veto militar de cassação do mandato de João Goulart.

No período 1961-1964 João Goulart, articulado com Brizola e vertentes comunistas estrangeiras, trabalham para implantar o comunismo no Brasil. Agentes da KGB já superlotavam o Governo João Goulart.  Em abril de 1961, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) enviava jovens recrutas para treinamento de guera em Cuba, organizando o futuro quadro de guerrilhas  no Brasil. Em 1962, a Academia Militar de Pequim recebe um primeiro contingente de brasileiros, também para a formação de guerrilhas. Em novembro de 1963, Leonel Brizola  cria o “Grupo dos Onze”, a base, o comando de um futuro Exército Popular de Libertação (EPL), onde o próprio Leonel Brizola em discursos conclamava o povo para sua formação. No dia 4 de outubro de 1963, João Goulart solicita a instauração de Estado de Sítio ao Congresso Nacional , em função da instabilidade social do país, sendo repelido pelo parlamento. 

Portanto, os militares tinham razão em querer o afastamento de João Goulart da presidência, pois o Brasil  corria o sério risco de se tornar comunista. Havia também resistência da população civil contra João Goulart, inclusive no Congresso. Boa parte da população, inclusive,  apoiava uma intervenção militar, de breve duração,  para o seus afastamento.

EM 1964

A crise se acirra. No dia 13 de março de 1964, num comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, João Goulart anuncia uma série de medidas socialistas, uma “Reforma” para o seu governo. Prometia ainda a luta contra os especuladores. Segundo reportagem do jornal O Globo, antes de começar o comício, uma bomba fere sete pessoas.













A população civil, em reação, realiza  em São Paulo, no dia 19 de março de 1964,  a primeira grande manifestação contra seu governo, reunindo cerca de 300 mil pessoas. O evento foi organizado, entre outros,  com o apoio do governador  do Estado de  São Paulo, Adhemar de Barros, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, do presidente do Senado Federal, e do Governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda. Em seguida, outras manifestações são organizadas nas demais capitais.

No dia 30 de março de 1964, João Goulart, participa da Assembleia da Greve de cabos e soldados da marinha, considerada na prática um motim, desafiando os militares. No dia 31 de março de 1964, finalmente, é deflagrado o contra golpe dos militares, iniciando o movimento de tropas em Minas Gerais. 

No dia primeiro de abril de 1964, João Goulart,  sem o apoio da população nem das forças armadas, parte do Rio de Janeiro para Brasília, seguindo para Porto Alegre, de onde foge para o Uruguay, junto com outros políticos “marxistas”, formando a Frente Popular de Libertação, que organizaria, em 1965, focos de guerrilhas rurais no interior do Brasil, promovidas também por Leonel Brizola, numa tentativa de desestabilizar o país, justificando assim a própria permanência do Regime Militar no poder.

Vale lembrar, que no dia 2 de abril de 1964, no Rio de Janeiro, cerca de 1 milhão de pessoas se reúnem na “Marcha pela Vitória”, comemorando o fim do golpe comunista e do governo João Goulart.

No entanto, após o início do Regime Militar, deflagrou-se a revolta nas antigas instituições mobilizados pelos agentes comunistas, tais como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), as Ligas Camponesas, e grupos católicos como a Juventude Universitária Católica (JUC) e a Ação Popular (AP), iniciando um novo período de conflitos e ataques terroristas, que justificou a permanência dos militares no Governo  até a dita estabilização da ordem. O último movimento de Guerrilha só foi desmobilizado em 1974.

Portanto, as próprias guerrilhas comunistas promoveram a permanência dos militares no poder !

Visto ser praticamente impossível, com um número tão reduzido de guerrilheiros,  querer depor os militares, aparelhar as instituições, e ainda  dominar o Brasil.

CIRCO POLÍTICO

No dia 10 de abril de 1964, o Regime Militar instaura o Ato Institucional N° 1, que autorizava a cassação de mandatos e a suspensão de direitos políticos de parlamentares, governadores, funcionários públicos e líderes sindicais, além do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Determinou também a eleição indireta para a Presidência da República.

No dia 13 junho de 1964, através da Lei Nº 4.341,  é criado o Serviço Nacional de Informações - SNI, com o objetivo de coordenar as informações do novo regime ditatorial.

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